Visibilidade da Malha Logística: um Segredo que Embarcadores Ainda Guardam
- Assessoria LogShare

- há 2 dias
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Por Pedro Prado – CEO e Fundador, LogShare Há uma pergunta que faço a todo embarcador que conheço: "Você sabe exatamente onde sua malha logística está desperdiçando dinheiro?"
A resposta, invariavelmente, é incômoda. Alguns riem. Outros mudam de assunto. Poucos admitem: não sabem.
E aqui está o paradoxo que move a indústria: empresas investem milhões em sistemas de planejamento, TMS / WMS sofisticados, inteligência de dados. Mas continuam operando com a mesma lógica de 20 anos atrás: cada um na sua rota, cada um com seus gargalos, cada um pagando o preço da ineficiência sozinho.
O Custo Invisível da "Desinformação"
Quando um embarcador não tem visibilidade clara de seus gargalos operacionais, ele não consegue identificar oportunidades. Não vê que a rota A está saturada enquanto a rota B retorna vazia.
E não percebe que seu pico de demanda coincide com o vale de outro embarcador. Não reconhece que está pagando frete completo por uma viagem que poderia ser compartilhada.
Esse não é um problema de tecnologia. É um problema de mentalidade.
A pesquisa CNT de 2025 revelou que 64,4% das rodovias brasileiras sob gestão pública apresentam problemas no pavimento, elevando os custos operacionais em até 35,8%. Mas há outro número que ninguém menciona: quantas empresas conhecem seus próprios números de ociosidade? Quantas sabem, com precisão, qual é seu custo real por quilômetro vazio?
Poucas. Muito poucas.
Quando a Transparência Vira Vantagem Competitiva
Nos últimos dois anos, tenho trabalhado com os maiores embarcadores do Brasil no setor de alimentos e bebidas, de varejo, de cosméticos, etc. Dois deles, um, líder global do setor de A&B, outro líder nacional de bens de consumo duráveis. Ambos chegaram à LogShare com a mesma frustração: margens pressionadas, custos logísticos crescentes, sensação de que havia vazamento em algum lugar, mas sem conseguir localizá-lo.
O que pedimos foi simples, mas radical: que eles dessem visibilidade total de suas malhas para a plataforma.
Esse é o primeiro passo! (E o mais difícil). Um verdadeiro passo de fé. Abrir os dados operacionais, expor rotas, revelar gargalos, mostrar onde há overcapacity e onde há ociosidade. Permitir que a nossa tecnologia mergulhe no ecossistema colaborativo e identifique todos os matchmakings possíveis.
Aqui está o diferencial da LogShare: não fazemos apenas gestão de frete. Fazemos matchmaking inteligente de rotas, conectando embarcadores com necessidades complementares. Permitimos compra e venda de ociosidade e overcapacity de forma estruturada, segura e transparente. Mas para isso funcionar, o embarcador precisa dar o primeiro passo: confiar e compartilhar visibilidade.
A reação inicial foi sempre a mesma: desconforto. Porque expor a própria ineficiência é mais difícil do que escondê-la.
Mas depois veio o que realmente importa: o impacto positivo desta transformação.
Com essa visibilidade compartilhada, a tecnologia identificou oportunidades que eram invisíveis antes. Esses embarcadores passam agora a operarem ida e volta de forma produtiva. Consolidaram cargas com parceiros complementares. Reduziram os quilômetros vazios. Transformaram retornos ociosos em receita. E fizeram tudo isso sem comprometer a confidencialidade, sem abrir mão de propriedade intelectual, sem arriscar participação de mercado.
Como? Através de um agente imparcial e tecnológico que traduz diferentes linguagens operacionais em oportunidades de sinergia, protegendo dados sensíveis enquanto revela oportunidades de colaboração.
O Segredo Que Ninguém Quer Contar
Aqui está a verdade incômoda: a maioria dos embarcadores não compartilha seus gargalos porque tem medo. Medo de que a concorrência descubra suas fraquezas. Medo de perder controle. Medo do desconhecido.
Mas a ironia é que esse medo custa caro. Muito caro.
Cada quilômetro vazio é dinheiro que poderia estar sendo reinvestido em crescimento. Cada rota saturada é uma oportunidade de parceria perdida. Cada retorno sem carga é emissão de CO₂ desnecessária e em 2026, isso não é mais apenas um problema ambiental, é um problema de competitividade.
Segundo dados de McKinsey e Deloitte, empresas que adotam modelos colaborativos de logística reduzem custos operacionais em 15-25%, ampliam sua capacidade de atendimento sem novos investimentos em frota e, paradoxalmente, fortalecem sua posição competitiva. Não perdem. Ganham.
Por quê? Porque compartilhar visibilidade de gargalos não é competição. É evolução.

2026: O Ano da Decisão
Estamos em janeiro de 2026.. As rodovias continuam desafiando operações. A pressão por sustentabilidade só cresce. E a confiança dos transportadores segue abaixo de 50%, refletindo um setor que convive com adversidades estruturais.
Nesse cenário, há dois caminhos:
Caminho 1: Continuar operando isolado, guardando seus gargalos como segredos, pagando o preço da ineficiência, esperando que a margem magicamente melhore.
Caminho 2: Dar visibilidade aos seus gargalos para um agente tecnológico imparcial. Identificar suas oportunidades de overcapacity. Conectar-se com parceiros complementares através de matchmaking inteligente. E transformar desperdício em produtividade.
O embarcador de alimentos e bebidas que trabalha conosco reduziu seu custo logístico em 23% em seis meses apenas dando visibilidade aos seus gargalos e permitindo que a plataforma operasse retornos de forma colaborativa.
O operador de bens de consumo duráveis transformou rotas que retornavam vazias em fluxos bidirecionais produtivos, gerando receita adicional e reduzindo emissões de CO₂ em 32 %.
Esses não são números mágicos. São resultado de uma decisão: escolher transparência sobre desinformação.
A Provocação Final
Se sua empresa ainda não sabe exatamente onde está desperdiçando dinheiro em logística, a pergunta não é "por que compartilhar?" A pergunta real é: "por quanto tempo você pode seguir pagando o preço da invisibilidade"
A logística colaborativa não é o futuro. É o presente. (Leia mais sobre O Poder da Logística Colaborativa). E quem não estiver preparado para dar visibilidade aos próprios gargalos e permitir que a tecnologia os transformem em oportunidades vai ficar para trás.
Quer descobrir o que seus números realmente dizem? Quer saber como dois dos maiores embarcadores do Brasil deram o passo de fé e transformaram desperdício em produtividade?
Vamos conversar.
Entre em contato: pedro@logshare.com.br
Leia também: Por que eu seria cliente da LogShare?

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Conectando embarcadores e transportadores para eliminar ineficiências, reduzir custos e proteger o planeta — tudo ao mesmo tempo.
Sobre Pedro Prado CEO e Fundador da LogShare, plataforma de logística colaborativa que conecta embarcadores, transportadoras e dados para eliminar quilômetros vazios através de colaboração de fretes impulsionada por IA. Com 4 anos de trajetória na LogShare, Pedro lidera a disrupção da logística brasileira, ajudando grandes marcas como Grupo Pão de Açúcar, Mondelez, AB InBev, Coca-Cola, Pepsico, Leroy Merlin, Natura, Carrefour e BRF a reduzirem custos logísticos em até 30% e emissões de CO₂ em até 40%, enquanto aumentam a produtividade operacional em 2x através de automação e integração total.




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